Osho, conhecido por suas opiniões revolucionárias, esclarecedoras e iluminadas, sem se preocupar em contradizer a si mesmo, questiona os fundamentos de nossas resoluções de mais um ano que se inicia.
Sinta o cheiro de terra, escreva seus sentimentos e beba café — mas não muito
A busca da felicidade está entre um dos aspectos que mais ocupam as pessoas, depois que os mais básicos, como o da sobrevivência e segurança foram resolvidos.
A desinformação, proposital ou não, de que meditar é a mais pura perda de tempo já não tem mais espaço no meio acadêmico, se atentarmos para as informações publicadas pela Agência Brasil, que republico aqui na íntegra.
Ensino superior oferece meditação para ajudar na formação de alunos
Publicado em 08/06/2019 – 17:32 – Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Belo Horizonte
Duas sessões diárias de cerca de 15 minutos de olhos fechados prestando atenção no que acontece na mente e no corpo, deixando de lado o restante do mundo, são suficientes para melhorar a concentração, a criatividade e a capacidade de tomar decisões, de acordo com o diretor da Sociedade Internacional de Meditação do Rio de Janeiro, Klebér Tani.
Em busca desses benefícios para estudantes e professores, instituições de ensino superior recorrem a cursos de meditação e incentivam a prática no ambiente acadêmico.
Tani aplica no Brasil as técnicas da meditação transcendental, como associado da Fundação David Lynch, organização internacional fundada pelo diretor cinematográfico que carrega no currículo produções como O Homem-Elefante e Veludo Azul. Há 42 anos ele trabalha levando a técnica a atletas, a presídios e a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Há 15 anos, a área educacional ganhou espaço e, com ela, o ensino superior.
Instituições como o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) tem parceria com a Fundação David Lynch.
As aulas são ofertadas de forma optativa para professores e estudantes. Eles têm cinco dias de formação e depois é feito um acompanhamento. Cabe a eles colocar em prática a meditação por cerca de 15 minutos duas vezes por dia. O objetivo é que a pessoa consiga olhar para si, identificar os próprios pensamentos e conseguir perceber aqueles que são “úteis” e os que apenas geram ansiedade.
“Os programas da educação são muito voltados para fora. A ideia é continuar com isso, mas trabalhar também o desenvolvimento do conhecedor, que é o estudante”, diz Tani.
Silêncio e mente
“Quanto mais silêncio se experimenta na mente, mais capacidade de filtrar os pensamentos. Pensamentos úteis serão reconhecidos mais facilmente e pensamentos inúteis serão eliminados mais facilmente. O custo operacional melhora muito, desenvolve-se uma visão de pensamento com mais objetividade, mais sentido. E com isso, perde-se menos dinheiro, menos tempo e menos energia porque não se sai atirando para todos os lados”, ensina.
Segundo o professor, as pessoas estão cada vez mais cansadas. “Parece que ficar quieto é perda de tempo. Para ser um indivíduo mais efetivo no que eu faço, tenho que ser uma pessoa sempre tensa”, diz. Nos estudos, a meditação, segundo Tani, aumenta a capacidade de aprendizagem e melhora o desempenho acadêmico.
Empatia
A técnica serve também para que o indivíduo desenvolva uma visão mais ampla de mundo e consiga se colocar no lugar das pessoas que estão ao seu redor, de acordo com o professor.
A questão foi um dos temas centrais no XII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, em Belo Horizonte, onde Tani foi um dos palestrantes.
Neste ano, o congresso teve como tema Educação Superior: Inovação e Diversidade na Construção de um Brasil Plural. Ao longo do encontro houve espaço para o debate sobre pluralidade étnica, cultural e de gênero, tanto com relação aos estudantes quanto aos professores e técnicos administrativos.
“O congresso partiu da premissa de que a inovação e o desenvolvimento institucional dependem de um corpo diverso de docentes, discentes e técnicos administrativos”, diz carta divulgada ao fim do evento pelo setor privado de educação, representado pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular.
Segundo o fórum, vivemos em um país diverso. “Aqui, nativos e imigrantes, homens e mulheres, brancos e negros convivem em harmonia nos mais diversos espaços sociais, inclusive nas universidades. Na esfera econômica, a diversidade já se mostrou fundamental para a produtividade e o progresso. Não faltam exemplos de países que têm na diversidade da população sua fonte de riqueza e de impulsionamento do crescimento”, afirma.
Habilidades socioemocionais
A meditação ajuda no desenvolvimento das chamadas habilidades socioemocionais, como empatia, a capacidade de diálogo de resolver conflitos, entre outros pontos. Voltar o ensino para essas competências é algo que tem sido feito em várias partes do mundo.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada pelo Brasil em 2017 para o ensino infantil e fundamental e, em 2018, para o ensino médio, prevê que em todo o período escolar sejam desenvolvidas, além de capacidades acadêmicas, também habilidades socioemocionais.
*A repórter viajou a convite da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes)
As mensagens de Natal muitas vezes trazem a imagem cristã de um menino na manjedoura. Entretanto, raríssimas vezes as pessoas se lembram das crianças que habitam seu próprio interior.
Ao criar minha mensagem pessoal, neste Natal de 2018, para divulgá-la através de algumas redes sociais como o Instagram, o Facebook, o Twitter, e no WhatsApp, resolvi homenagear este aspecto de meu ser com o qual me sinto profundamente conectado: minha criança interior.
Ao invés de buscar uma imagem convencional, como é comumente feito, com uma criança na manjedoura, pinheiros decorados com luzes reluzentes, papai noel gordo e trenós “voadores”, optei pela imagem de uma criança ‘pobre’, de cabelos crespos e olhar inocente.
A ‘provocação’ surtiu algum efeito, já que algumas pessoas que nunca se depararam com a informação de que temos uma criança dentro delas, perguntaram a respeito.
Para responder a elas, escolhi uma fala do Osho, que responde a uma pergunta do Sw. Anand Gogo, publicada no livro “The Rebellious Spirit” (O Espírito Rebelde, em tradução livre, não publicado no Brasil), traduzida para o português pelo Sw. Bodhi Champak.
Matriz Divina que estais nas flores, que cantas através dos pássaros, que mantém meu coração a pulsar, que estais na compaixão, na caridade, na paciência e na atitude da compreensão.
Matriz Divina que estais em mim, que estais naquele que eu amo e naquele que nem tanto…, naqueles que me ajudam a perceber a ferida em meu ego, naqueles que buscam a verdade e naqueles que pretendem permanecer na ignorância.
Santificada sejas por tudo o que é belo, bom, justo, gracioso e em tudo aquilo que classificamos como feio, ruim, injusto ou sem graça.
Venha a nós o teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor e todos seus opostos para podermos aprender com eles também.
Seja feita a tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.
Ajuda-me a compreender de onde nascem minhas ofensas, meus erros, minhas falhas e a aprender com eles.
Revele-se através de meu coração.
Dai-me compreensão para que eu possa compreender aqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração se sinta ferido.
Permita-me aprender com meus erros.
Livrai-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livrai-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão, que eu cause a mim e aos outros.
Mas, ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Bracias*, Matriz Divina, por mais essa lição!
* Bracias é um neologismo que criei. Traduz gratidão sem ‘obrigação’.
Texto baseado no Poema Divino, publicado no site Momento Espírita, atualizado hoje (29 de setembro de 2020), para incluir a fonte, que deixei de mencionar quando publiquei, e fazer algumas alterações ortográficas que considerei importantes.
Meditação é uma técnica milenar que cresce em popularidade, apesar e também com o crescimento da tecnologia
Embora uma grande maioria do que se escreve sobre meditação indique que é algo ‘difícil’ de ser praticado, minha experiência vai exatamente no sentido oposto.
O que ocorre, na maioria das vezes, é que a pessoa que escreveu talvez somente tenha tido contato com um determinado tipo de meditação, na qual a pessoa se senta imóvel, na posição de lótus, como na imagem que ilustra esta postagem, cedida gentilmente pela Freepik.
Entretanto, é possível meditar nas mais diversas situações da vida:
ao caminhar;
correndo;
durante as refeições;
ao tomar uma ducha;
ao viajar de avião;
dançando (Ah, os Sufis!);
ao respirarmos conscientemente;
nadando ou mergulhando;
durante o ato sexual (já ouviu falar em Tantra?);
ouvindo música;
ou os sons da natureza;
dentro de um ônibus;
sentado em uma poltrona ou cadeira;
de pé, deitado ou dependurado…
Enfim, é possível meditar sempre e em qualquer lugar…
Talvez, o que seja mesmo difícil é querer meditar, especialmente em países como o nosso, no qual a palavra ‘meditação’ significa até mesmo PENSAR. Ou seja, algo que só tem a ver com meditação para quem nunca a praticou, como uma boa parte dos religiosos cristãos.
Não que pensamentos não ocorram durante a meditação. Sim, eles podem estar presentes. Mas o foco do meditador não está no ‘pensar’ e sim na observação de tudo o que ocorre, dentro e fora de seu universo interior, mas sem se perder no que acontece.
E é aí que a pretensa ‘dificuldade’ aparece, pois não faz parte do que as pessoas que cresceram sob a influência das religiões exotéricas (exo= externo, em contraposição a eso= interno) conhecem.
Algumas vezes, ao mencionar algum sutra tântrico, que propõem técnicas de meditação mencionadas no Vigyan Bhairav Tantra, que na maioria das vezes não incluem sexo, ao explicar como praticá-lo, posso perceber a enorme distância entre o que é proposto, e a experiência das pessoas que me ouvem. Entretanto, ao praticarem, reafirmam os benefícios que sentiram e como a experiência foi produtiva, até mesmo quando é a primeira vez.
“Pessoas que meditam apresentam um maior autocuidado, com melhora dos hábitos de vida, além de serem mais compassivas, mais cooperativas, menos reativas e mais felizes.”
Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) adotou a meditação entre as 29 Práticas Integrativas Complementares, o que é uma contribuição significativa para que mais pessoas tenham acesso a práticas que contribuem de maneira direta e indireta para mais saúde.
Entre os benefícios citados estão a redução de ansiedade e o emagrecimento, pois de certa forma estão correlacionados.
TECNOLOGIA
Atualmente existem inúmeros aplicativos que podem ser baixados da internet para estimular a prática da meditação.
Um deles é o Relax Meditation, baixado diretamente da Microsoft Store, por ter sido o primeiro que despertou minha atenção.
A superfície do aplicativo é simples e é necessário aguardar alguns segundos até que o tema escolhido comece a ser ouvido. Infelizmente as meditações guiadas são em inglês.
O único aplicativo publicado pela Microsoft, com um título em português, faz o uso da palavra ‘meditação’ como citei no início, e usa citações bíblicas para que se ‘medite’ sobre elas. Repito: isso não tem nada a ver com meditação.
Essa meditação é um dos grandes segredos para a prática da compaixão. Uma ferramenta de purificação do mundo, começando por você, pelo seu coração, pela compaixão por você, pela pacificação de sua vida.
Ao inspirar, imagine que você está inspirando todas as misérias do mundo todo.
Toda escuridão, negatividade, todos os infernos que existem em toda parte: você coloca tudo para dentro.
E deixe que seu coração absorva toda essa negatividade.
Geralmente as pessoas que propagam o pensamento ‘positivo’ no ocidente dizem: “Quando você expirar, coloque para fora toda a sua miséria e negatividade. Ao inspirar, inspire a felicidade, a positividade, a alegria.”
Atisha propõe exatamente o oposto: “quando você inspirar, inspire toda a miséria e sofrimento do mundo – passados, presentes e futuros.
E, quando expirar, deixe sair, deixe transbordar toda a alegria, todas as bênçãos que tiver e desejar.
Expire, derrame-se na existência.
Esse é o método da compaixão: beba o desequilíbrio e transborde todas as bênçãos. Você ficará surpreso ao fazer isso.
No momento em que aceitar os sofrimentos do mundo dentro de si, não serão mais sofrimentos.
O coração transforma a energia imediatamente.
O coração é uma força de transformação: beba miséria, ela será transformada em contentamento… então devolva isso.
Quando você tiver aprendido que seu coração pode fazer essa mágica, esse milagre, você será capaz de fazê-lo sempre.
Busque espaço em sua vida para esta prática diária, várias vezes ao dia.
É um dos métodos mais simples e traz resultados imediatos. Faça isso hoje e PERCEBA-SE.
Pratique este belo método da compaixão: inspire toda a miséria e coloque para fora alegria, significância e luz.
Você pode praticar esta meditação de duas maneiras diferentes ao longo de 21 dias
1. Durante 30 minutos por dia: respire seu próprio sofrimento durante 10 minutos, o sofrimento dos amigos e familiares durante 10 minutos, depois o sofrimento do mundo durante os últimos 10 minutos.
2. Pratique-a durante 21 dias: respire no seu próprio sofrimento durante 7 dias, o sofrimento dos amigos e familiares durante 7 dias, depois o sofrimento do mundo durante 7 dias.
Osho referiu-se assim a esta meditação: “No momento em que levas todos os sofrimentos do mundo para dentro de ti, eles já não são sofrimentos. O coração transforma imediatamente a energia. O coração é uma força transformadora: bebe na miséria, e transforma-se em felicidade… e depois despeja-a. Uma vez aprendido que o seu coração pode fazer esta magia, este milagre, gostaria de o fazer uma e outra vez.”
Atiśa Dipamkara Shrijnana (982-1054)
*Atisha ou Atiśa Dipamkara Shrijnana (982-1054) foi um renomado e erudito mestre de meditação budista-indiano que reintroduziu o Budismo no Tibete após o seu quase desaparecimento sob o reinado de Langdharma.
Foi abade do grande monastério budista Vikramashila na época em que o budismo Mahayana florescia na Índia. Foi convidado para ir ao Tibete por Jangchub Ö, o governador de uma região a oeste do Tibete, e sua presença contribuiu para o restabelecimento do budismo naquele país.
É o autor de Luz para o Caminho, o primeiro texto sobre as etapas do caminho, o texto original do Lamrim, que acabou tornando-se um dos fundamentos da instrução Lamrim posterior. Sua tradição tornou-se conhecida como Tradição Kadampa.
(O texto do Osho e as informações sobre Atisha foram parcialmente adaptadas a partir do conteúdo do sites Doce Limão, Tantra Essence e Puja Healing. Editado em 23/09/2020 para inserir as instruções e reescrever parte do texto.)
O tédio é uma das coisas mais importantes na vida humana. E somente o ser humano é capaz de se sentir entediado; nenhum outro animal é capaz disso.
Osho, o que é exatamente o tédio?
“O tédio é uma das coisas mais importantes na vida humana. E somente o ser humano é capaz de se sentir entediado; nenhum outro animal é capaz disso.
O tédio simplesmente revela que você está ficando consciente da futilidade da vida, de sua constante roda repetitiva.
Você já fez todas essas coisas antes e nada acontece.
O tédio é a primeira indicação de que uma grande compreensão está surgindo em você a respeito da futilidade, da falta de sentido da vida e de seus caminhos.
Agora, você pode responder ao tédio de duas maneiras. Uma é o que normalmente se faz: escapar dele, evitá-lo, não olhá-lo nos olhos, não encará-lo.
Você pode escapar e fugir… Envolva-se com coisas que possam ocupá-lo, que possam se tornar obsessões, que o levem tão distante das realidades da vida, de tal modo que você nunca mais veja surgir novamente o tédio.
É por isso que as pessoas inventaram o álcool e as drogas. Essas são maneiras de escapar do tédio. Mas você não pode realmente escapar, e sim somente evitá-lo por um tempo.
Você pode escapar no sexo, em comer demais, na música – em mil e um tipos de coisas.
Porém, repetidamente o tédio surgirá, pois ele não é algo que possa ser evitado; ele é parte do crescimento humano, e precisa ser encarado.
A outra resposta, então, é encará-lo, refletir sobre ele, ficar com ele, ser ele.
Se você ficar olhando o tédio sem escapar, surge a explosão. Um dia, de repente, ao olhar profundamente para o tédio, você penetra em seu próprio nada.
O tédio é apenas a capa – o recipiente no qual está contido seu nada interno.
Se você escapar do tédio, estará escapando do seu próprio nada. Se você não escapar do tédio, se você começar a viver com ele, se você começar a aceitá-lo… Meditação é isto: Dar as boas vindas ao tédio, penetrar nele voluntariamente; não esperar que ele venha, mas procurar por ele.”
Osho, então, o que é exatamente o tédio?
Um grande fenômeno espiritual. É por isso que os búfalos não ficam entediados; eles parecem estar tremendamente felizes e desfrutando a vida.
Somente o ser humano fica entediado e, entre os seres humanos, somente as pessoas que são muito talentosas e inteligentes; as estúpidas não se entediam, elas estão perfeitamente felizes fazendo os seus trabalhos, ganhando dinheiro, tornando sua conta bancária maior, reproduzindo, comendo, indo ao cinema, a motéis, participando disso e daquilo. Elas não estão entediadas; elas realmente pertencem ao mundo dos búfalos. Elas ainda não são humanas.
Perceba… As pessoas se movem de uma sensação a outra – Estão interessadas no trivial, ficam repetindo e não estão conscientes o suficiente para perceber a repetição – que ontem também fizeram isso, e hoje de novo, e novamente estão imaginando que amanhã farão o mesmo.
A pessoa comum fica alegre por uma razão – ela se apaixonou por uma nova mulher ou um novo homem e fica alegre. Sua satisfação é momentânea; amanhã ele ficará farto desta mulher e começará a procurar outra. A pessoa comum fica alegre porque obteve um carro novo; amanhã ela terá que procurar outro carro.
E isso segue em frente…
E ela nunca percebe o ponto essencial: que no final, ela sempre fica entediada…
A pessoa inteligente percebe isso. Então o que sobra? Somente o tédio, e a pessoa precisa refletir a esse respeito.
Não há como escapar dele, então penetre nele, perceba para onde ele vai e, se você puder continuar a investigá-lo, ele vai dar na iluminação.
Somente o ser humano é capaz do tédio, e somente o ser humano é capaz de se iluminar.
Uma pessoa se torna humana quando começa a se sentir entediada…”
“Não dou nenhuma disciplina a meus discípulos, não os moldo em nenhum tipo de caráter, padrão e obrigações. Não lhes dou nenhum ideal.” – Osho
Hoje o Facebook me lembra, que há exatamente cinco anos publiquei o seguinte texto do Osho em minha timeline:
“Não dou nenhuma disciplina a meus discípulos, não os moldo em nenhum tipo de caráter, padrão e obrigações. Não lhes dou nenhum ideal. Simplesmente lhes dou algo pequeno que precisa ser alimentado em seu corações: sejam mais alertas!”*
Faça o que quiser, mas faça com mais consciência! Transforme cada oportunidade em uma estratégia para se tornar mais consciente! E logo mais e mais consciência fluirá em você, o inundará, mais do que você se mobilizou a atingir.
Então, você perceberá as mãos do divino o auxiliando. Uma vez percebidas essas mãos, surge a confiança. Então, você perceberá que não está sozinho; todos os que se iluminaram estão lhe dando suporte.Este é o maior ato altruísta que alguém pode fazer: tornar-se consciente! Pois, ao tornar-se consciente, você libera consciência à existência, consciência viva novamente liberada… A quantidade total de consciência se eleva no mundo sempre que alguém fica alerta. No dia em que a quantidade total de consciência no mundo superar a quantidade total de inconsciência, haverá uma grande mudança universal. Neste dia, toda a humanidade dará um salto quântico, e este dia está se aproximando. Se as pessoas se empenharem firmemente, o dia está se aproximando…” – Osho, em The No Book (No Buddha, No Teaching, No Discipline), 1981, livro ainda não traduzido para o português.
“A primeira coisa que me salta aos olhos nessa fala do Osho é que ele está falando para mim, ele está falando para você que está lendo este meu escrito. Ele não está falando para alguém distante, ele não está escrevendo uma tese, não está divagando sobre conceitos filosóficos, nem está falando para a multidão. Ele está falando diretamente para o coração de um público seleto.
E quem se importa com o que Osho fala? Quem é tocado pela sua mensagem? Será que somos uns vinte mil aqui no Brasil? Ou uns quarenta mil, entre discípulos, amigos, leitores assíduos de seus livros, pessoas que passaram por terapias nele inspiradas… Será que somos cem mil?
De qualquer forma, somos um público restrito, num país de quase duzentos milhões de habitantes. E o mesmo ocorre em todo o mundo.
Ele com sua autoridade de iluminado nos diz textualmente que o “maior ato altruísta que alguém pode fazer, é tornar-se consciente”. E será que ao menos sabemos o que é ser “consciente”? Será que basta a leitura de textos do Osho para nos tornarmos conscientes? Sabemos ao menos a diferença entre consciência e mente consciente? Conhecemos por nossa própria experiência a diferença entre nosso Centro Observador e nossa mente observadora?
Esse conhecimento é experiencial, ou seja, ele advém da experiência meditativa, dos experimentos científicos que fazemos em nosso próprio interior. Esse conhecimento nos chega através da meditação. É exercitando nossa pesquisa direcionada ao nosso interior que pouco a pouco nos habilitamos a reconhecer nosso Centro Observador, podemos começar a ter um gostinho do que é estar no aqui-e-agora e saber o que é estar presente. A meditação é a ferramenta.
Mas, palavras como meditação, aqui-e-agora, centro observador, todas elas são palavras bonitas e fáceis de serem repetidas. E é aqui que surge a diferença entre quem apenas repete essas palavras bonitas, quem até se “apaixona” pelas frases poéticas do Osho, quem gosta de fazer parte das tribos ditas místicas e esotéricas, e aqueles que realmente mergulham na meditação.
Por isso um dia Osho disse que o mala, a roupa ocre e um nome iniciático não fazem de alguém um sannyasin. A grande mudança universal de que Osho nos fala não cairá dos céus, não será um presente dos deuses.
Osho nos fala de nossa responsabilidade com nossa mobilização para estarmos conscientes. Sim, nessa mobilização sentiremos as mãos do divino. Mas para isso temos que estar nos mobilizando. Essa mobilização tem um nome: meditação.
Meditação não é uma causa a ser defendida por uma tribo mística, não é a bandeira de um movimento, não é uma movimentação externa. Meditação diz respeito ao indivíduo. É um mergulho meu dentro de mim mesmo. Embora possa ser praticada em grupo, ainda assim é um experimento individual.
Para meditarmos precisamos de técnicas, embora Osho nos advirta que a técnica não é meditação, mas ele também nos diz que sem a técnica não chegaremos a lugar algum.
Para meditarmos precisamos de uma iniciação, de um aprendizado. É um processo de experimentações que se sucedem. E é muito bom quando temos oportunidades para troca de experiências, para que uns possam compartilhar com os outros suas descobertas, suas dúvidas.
Bodhi Champak e Nirava
Meditação é uma prática a ser incorporada ao nosso dia-a-dia. E é um longo processo que se estende por anos, anos e anos.
Ao longo desses anos, meditando com regularidade, nossa meditação vai crescendo e nós crescemos junto com ela. E nem tudo são flores: passamos por experiências de profunda paz e por experiências dolorosas, ora estamos em êxtase, ora estamos angustiados. É um aprendizado onde caímos e nos levantamos várias vezes.
Na medida em que nossa consciência cresce, nosso ego vai se desmontando. E isso é doloroso. Leva um tempo até nos desprendermos e nos desidentificarmos das armadilhas da mente, do ego, dos apegos, das projeções, das ilusões, das crenças. É um processo longo que requer paciência e persistência.
Às vezes nos sentimos fracassados por não chegarmos a lugar algum e jogamos tudo para o ar. Passamos um tempo sem querer falar em meditação. Mas se existe um real chamamento dentro de nós, se existe esse questionamento interno de ‘quem sou eu?’, se existe essa busca, então não há como escapar: após um tempo retornamos a esse caminho sem caminho, sem trilhas, que é a meditação.
Este é, de fato, um processo científico voltado para dentro de nós mesmos. É nesse processo que se dá a aprendizagem da meditação e é só nesse processo que podemos vir a alcançar a compreensão vivencial do que é consciência, do que é estar presente no aqui-e-agora. É nesse processo que posso chegar a saber ‘quem sou eu’, além da mente, além do ego.
O caminho é longo, mas, depois de um certo tempo, começamos a perceber que já não somos o mesmo de antes; depois de um tempo nos percebemos cada vez mais quietos, mais silenciosos, mais serenos.
Sem meditação, todas essas lindas palavras serão apenas lindas palavras sem qualquer significado. Com a meditação, elas se transformam numa linda aventura, nós nos transformamos e elas trazem significado à nossa vida.”.
Bodhi Champak Sannyasin do Osho desde 1986″
É bem provável que Champak, ao jorrar sua experiência no texto acima, o tenha publicado no dia anterior à divulgação em seu blog, no Facebook.
Para honrar a inspiração, que por descuido ou desleixo deixei de incluir quando repliquei o texto em meu perfil no Facebook, publico aqui, além da citação incluída em meu perfil no Face, o texto completo, que é uma verdadeira pérola de inspiração para todos os que se interessam pelo processo de se tornarem conscientes através da meditação.
Agradeço a você, querido Champak, por tantos outros textos e comentários sobre falas do Osho que sempre me inspiram a ir mais fundo dentro de mim mesmo.
*Hoje, 24/02, ao reler o texto, resolvi fazer modificar a tradução proposta pelo Champak, que pode ser lida em seu blog e a inserir a fonte, que encontrei no formato PDF.
“Quando digo desfrute disso eu não quero dizer para você se tornar um masoquista; eu não quero dizer para você criar sofrimento para si mesmo e desfrutar disso. Eu não quero dizer: vá lá, pule de um penhasco, tenha fraturas e então desfrute delas. Não.”
A escola Robert W. Coleman, em Baltimore, nos EUA abandonou os castigos aos alunos ‘problemáticos’. Agora, ao invés de dar bronca neles e mandá-los para casa, os alunos mais agitados são colocados em uma sala de meditação.
O programa escolar chamado Holistic Me After School (Holístico Depois da Escola – em tradução livre), realizado em parceria com a ong Holistic Life Foundation (Fundação Vida Holística) que reúne meditação de atenção plena e profissionais especialistas em comportamento. Como relata a Revista Galileu, “O resultado foi tão impressionante que, desde que implantou o projeto há dois anos, a escola de Baltimore não realizou uma única suspensão.”
“A ótima estatística da escola é semelhante àquela obtida em uma prisão do Alabama. Em uma entrevista ao jornal The New York Times, o presidente da prisão, Ron Cavanaugh, afirmou que desde que iniciaram um projeto de meditação, os detentos se tornaram aptos a controlar a raiva. A história pode ser vista no documentário The Dhama Brothers, disponível no YouTube”, continua Galileu.
Elisa Kozasa, bióloga do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, afirmou à revista: “Quem medita com regularidade tende a evitar respostas impulsivas”.
Entre em sintonia com a paz que transcende dessas crianças quando meditam:
Todo mundo é de ‘cor’, inclusive os que se acham ‘brancos’
Você já viu algum sujeito branco, mas branco mesmo, como uma folha de papel ‘branca’, tipo um #FFFFFF, em HEX ou em rgb(255, 255, 255), que também nem são tão brancos assim, já que em alguns monitores mais parecem dentes ‘não clareados’ que a cor (ou ausência dela) que deveriam mostrar? (mais…)
Osho, você disse que o amor pode nos tornar livres. Mas comumente nós vemos que o amor se torna apego, e ao invés de nos libertar ele nos torna mais amarrados. Assim, diga-nos alguma coisa sobre apego e liberdade.
O amor se torna apego, porque não existe nenhum amor. Você estava apenas num jogo, enganando a si mesmo. O apego é a realidade; o amor era apenas um prelúdio. Assim, sempre que você se apaixona, mais cedo ou mais tarde, você descobre que você se tornou um instrumento – e, então, toda a miséria começa. Qual é o mecanismo? Por que isso acontece?
Há alguns dias, um homem veio a mim e ele estava se sentindo muito culpado. Ele disse: “Eu amei uma mulher, eu a amei muito. No dia em que ela morreu, eu estava chorando e pranteando, mas de repente eu me tornei consciente de uma certa liberdade dentro de mim, como se alguma carga tivesse me deixado. Eu senti um profundo alívio, como se tivesse me tornado livre”.
Naquele momento, ele se tornou consciente de uma segunda camada de seu sentimento. Externamente ele estava chorando e pranteando e dizendo: “Eu não posso viver sem ela. Agora será impossível, ou a vida será apenas como a morte. Mas bem fundo” – ele disse – “eu me tomei consciente de que estou me sentindo muito bem, que agora eu estou livre”.
Uma terceira camada começou a sentir culpa. Ela lhe dizia: “O que você está fazendo”? E um corpo morto estava deitado ali, bem à sua frente, ele me contou, e ele começou a sentir uma enorme culpa. Ele me disse: “Ajude-me. O que está acontecendo à minha mente? Eu a traí tão cedo”?
Osho, você disse que o amor pode nos tornar livres. Mas comumente nós vemos que o amor se torna apego, e ao invés de nos libertar ele nos torna mais amarrados. Assim, diga-nos alguma coisa sobre apego e liberdade.
O amor se torna apego, porque não existe nenhum amor. Você estava apenas num jogo, enganando a si mesmo. O apego é a realidade; o amor era apenas um prelúdio. Assim, sempre que você se apaixona, mais cedo ou mais tarde, você descobre que você se tornou um instrumento – e, então, toda a miséria começa. Qual é o mecanismo? Por que isso acontece?
Há alguns dias, um homem veio a mim e ele estava se sentindo muito culpado. Ele disse: “Eu amei uma mulher, eu a amei muito. No dia em que ela morreu, eu estava chorando e pranteando, mas de repente eu me tornei consciente de uma certa liberdade dentro de mim, como se alguma carga tivesse me deixado. Eu senti um profundo alívio, como se tivesse me tornado livre”.
Naquele momento, ele se tornou consciente de uma segunda camada de seu sentimento. Externamente ele estava chorando e pranteando e dizendo: “Eu não posso viver sem ela. Agora será impossível, ou a vida será apenas como a morte. Mas bem fundo” – ele disse – “eu me tomei consciente de que estou me sentindo muito bem, que agora eu estou livre”.
Uma terceira camada começou a sentir culpa. Ela lhe dizia: “O que você está fazendo”? E um corpo morto estava deitado ali, bem à sua frente, ele me contou, e ele começou a sentir uma enorme culpa. Ele me disse: “Ajude-me. O que está acontecendo à minha mente? Eu a traí tão cedo”?
Nada aconteceu; ninguém foi traído. Quando o amor se torna apego, ele se torna uma carga, uma escravidão. Mas por que o amor se torna um apego? A primeira coisa a ser entendida é que se o amor se torna um apego, você estava apenas em uma ilusão de que aquilo era amor. Você estava apenas brincando consigo mesmo e pensando que aquilo era amor. Na verdade, você estava necessitado de apego. E se você for ainda mais fundo, descobrirá que você estava também necessitando de se tornar um escravo.
Há um medo sutil da liberdade e todo mundo quer ser um escravo. Todo mundo, naturalmente, fala sobre liberdade, mas ninguém tem a coragem de ser realmente livre, porque quando você é realmente livre, você está só. Se você tem coragem de estar só, somente então, você pode ser livre.
Mas ninguém é corajoso o suficiente para estar só. Você precisa de alguém. Por que você precisa de alguém? Você tem medo de sua própria solidão. Você se torna entediado consigo mesmo. E na verdade, quando você está sozinho, nada parece significativo. Com alguém, você fica ocupado e você cria significados artificiais à sua volta.
Você não pode viver para si mesmo; assim, você começa a viver para outra pessoa. E também é o mesmo caso com a outra pessoa: ele ou ela não pode viver sozinho; assim, ele está na busca para encontrar alguém. Duas pessoas que estão com medo de suas próprias solidões, reúnem-se e começam um jogo – um jogo de amor. Mas, bem no fundo, elas estão buscando apego, compromisso, escravidão.
Assim, mais cedo ou mais tarde, tudo o que você deseja acontece. Essa é uma das coisas mais lamentáveis no mundo. Tudo o que você deseja chega a acontecer. Você a terá mais cedo ou mais tarde e o prelúdio desaparecerá. Quando a sua função for cumprida, ele desaparecerá. Quando você se tornou uma esposa ou um marido, escravos um do outro, quando o casamento aconteceu, o amor desaparece, porque o amor era apenas uma ilusão na qual duas pessoas poderiam se tornar escravas uma da outra.
Diretamente você não pode pedir por escravidão; é muito humilhante. E diretamente você não pode dizer para alguém: “Torne-se meu escravo”. – …ele irá se revoltar. Nem você pode dizer: “Quero me tornar um seu escravo”; assim, você diz: “Eu não posso viver sem você”. Mas o significado está presente; é o mesmo. E quando isso – o desejo real – é preenchido, o amor desaparece. Então, você sente servidão, escravidão e, então, você começa a lutar para se tornar livre.
Lembre-se disso. Este é um dos paradoxos da mente: tudo o que você conseguir, você irá se aborrecer com aquilo, e tudo o que você não conseguir, você ansiará profundamente. Quando você está sozinho, você ansiará por alguma escravidão, alguma servidão. Quando você está em uma servidão, você começará a desejar liberdade. Na verdade, somente escravos desejam liberdade, e pessoas livres tentam novamente ser escravas. A mente continua como um pêndulo, movendo-se de um extremo ao outro.
O amor não se torna apego. O apego era a necessidade; o amor era apenas uma isca. Você estava a procura de um peixe chamado apego; o amor era apenas uma isca para pegar o peixe. Quando o peixe é apanhado, a isca é jogada fora. Lembre-se disso e, sempre que você estiver fazendo alguma coisa, vá fundo dentro de si mesmo para encontrar a causa básica.
Se existir amor real, ele nunca se tornará apego. Qual é o mecanismo para o amor se tornar apego? No momento em que você diz para seu amante ou amada “eu só amo você”, você começou a possuir. E no momento em que você possui alguém, você o insultou profundamente, porque você o tornou uma coisa.
Quando eu o possuo, você não é uma pessoa então, mas apenas um item a mais dentre a minha mobília – uma coisa. Então, eu o uso e você é minha coisa, minha posse; assim, eu não permitirei que ninguém mais o use. Isso é uma barganha na qual eu sou possuído por você e você faz de mim uma coisa. Isso é uma barganha, que “agora” ninguém mais pode usá-lo. Ambos os parceiros se sentem atados e escravizados. Eu o tomo um escravo, então, você, em troca, faz de mim um escravo.
Então a luta começa. Eu quero ser uma pessoa livre e, ainda assim, eu quero que você seja possuído por mim; você quer manter a sua liberdade e, ainda assim, me possuir — esta é a luta. Se eu o possuo, eu serei possuído por você. Se eu não quero ser possuído por você, eu não deveria possuí-lo.
A posse não deveria entrar no meio. Nós devemos permanecer indivíduos e devemos nos mover como consciências independentes e livres. Nós podemos ficar juntos, nós podemos nos fundir um no outro, mas sem posse. Então, não há servidão e, então, não há apego.
O apego é uma das coisas mais feias. E quando eu digo “mais feia”, eu não quero dizer apenas religiosamente, eu quero dizer também esteticamente. Quando você está apegado, você perdeu a sua solidão, a sua solitude: você perdeu tudo. Apenas para se sentir bem – porque alguém precisa de você e alguém está com você – você perdeu tudo, perdeu a si mesmo.
Mas a armadilha é que você tenta ser independente e você torna o outro a posse – e o outro está fazendo a mesma coisa. Assim, não possua se você não quer ser possuído.
Jesus disse em algum lugar: “Não julgue para não ser julgado”. É a mesma coisa: “Não possua para não ser possuído”. Não faça de ninguém um escravo; do contrário você se tornará um escravo.
Os assim chamados mestres são sempre servos de seus próprios servos. Você não pode se tornar um mestre de alguém sem se tornar um servo – isso é impossível.
Você só pode ser um mestre quando ninguém é um servo para você. Isso parece paradoxal, porque quando eu digo que você só pode se tornar um mestre quando ninguém é um servo para você, você dirá: “Então o que é o mestrado? Como eu sou um mestre quando ninguém é um servo para mim”? Mas eu digo que somente então, você é um mestre. Então, ninguém é um servo para você e ninguém tentará torná-lo um servo.
Amar a liberdade, tentar ser livre, significa basicamente que você chegou a uma profunda compreensão de si mesmo. Agora, você sabe que você é suficiente para si mesmo. Você pode compartilhar com os outros, mas você não é dependente. Eu posso compartilhar a mim mesmo com alguém. Eu posso compartilhar o meu amor, eu posso compartilhar minha felicidade, eu posso compartilhar minha alegria, meu silêncio com alguém. Mas isso é um compartilhar, não uma dependência. Se não houver ninguém, eu estarei igualmente feliz, igualmente alegre. Se alguém está presente, isso também é bom e eu posso compartilhar.
Quando você perceber sua consciência interior, seu centro, somente então, o amor não se tornará um apego. Se você não conhecer seu centro interior, o amor se tornará um apego. Se você conhecer o seu centro interior, o amor se tornará uma devoção. Mas você deve primeiro estar presente para amar, e você não está.
Buda estava passando por um vilarejo. Um jovem veio até a ele e disse: “Ensine-me algo: como eu posso servir aos outros”?
Buda riu para ele e disse: “Primeiramente, seja. Esqueça os outros. Primeiramente, seja você mesmo e, então, todas as coisas se seguirão”.
Exatamente agora você não é. Quando você diz “quando eu amo alguém isso se torna um apego”, você está dizendo que você não é; assim, tudo o que você faz dá errado, porque o fazedor está ausente. O ponto interior de consciência não está presente; assim, tudo o que você faz, dá errado. Primeiro seja e, então, você pode compartilhar seu ser. E esse compartilhar será amor. Antes disso, tudo o que você fizer se tornará um apego.
E, por último: se você está lutando contra o apego, você tomou uma direção errada. Você pode lutar. Assim, muitos monges – reclusos, sannyasins – estão fazendo isso. Eles sentem que estão apegados às suas casas, às suas propriedades, às suas esposas, aos seus filhos e eles se sentem engaiolados, aprisionados.
Eles fogem, deixam suas casas, deixam as suas esposas, deixam seus filhos e posses e eles se tornam mendigos e escapam para a floresta, para a solidão. Mas vá lá e observe-os. Eles se tornaram apegados aos seus novos arredores.
Eu estive visitando um amigo que estava em uma vida reclusa embaixo de uma árvore em uma floresta densa, mas havia outros ascetas também. Um dia, aconteceu de eu estar com esse recluso embaixo de sua árvore e um novo buscador ter vindo enquanto meu amigo estava ausente. Ele tinha ido ao rio tomar um banho. Embaixo de sua árvore o novo sannyasin começou a meditar.
O homem voltou do rio e empurrou o novato da árvore, e disse: “Esta é minha árvore. Vá e encontre outra, em algum outro lugar. Ninguém pode se sentar sob a minha árvore”. E esse homem tinha deixado a sua casa, a sua esposa, os seus filhos. Agora a árvore se tornou uma posse – você não pode meditar embaixo da árvore dele.
Você não pode escapar tão facilmente do apego. Ele tomará novas formas, novos contornos. Você será enganado, mas ele estará presente. Assim, não lute com o apego, apenas tente entender por que ele existe. E, então, conheça a causa profunda: devido a você não ser, esse apego existe.
Dentro de você, o seu próprio ser está tão ausente, que você tenta se apegar a qualquer coisa a fim de se sentir a salvo. Você não está enraizado; assim, você tenta fazer de qualquer coisa às suas raízes. Quando você está enraizado em seu ser, quando você sabe quem você é, o que é esse ser que está dentro de você e o que é essa consciência que está em você, então, você não se apegará a ninguém.
Isso não significa que você não amará. Na verdade, somente então, você pode amar, porque então o compartilhar é possível – e sem nenhuma condição, sem nenhuma expectativa. Você simplesmente compartilha, porque você tem uma abundância, porque você tem tanto que está transbordando.
Esse transbordamento de si mesmo é amor. E quando esse transbordamento se torna uma enchente, quando, por seu próprio transbordamento, o universo inteiro é preenchido e seu amor toca as estrelas, em seu amor a terra se sente bem e em seu amor todo o universo é banhado; então, isso é devoção.
“O mar é como a música; traz em si e faz aflorar todos os sonhos da alma. A beleza e a magnificência do mar provêm do fato de impelir-nos a descer às profundezas fecundas de nossa alma, onde nos defrontamos conosco, recriando-nos, animando o triste deserto do mar”.– Carl Gustav Jung, em carta a Emma Jung, ao partir de Nova York em 1909
No mar, mar azul Flutuava um grupo de pequenos cisnes brancos E de onde é que a águia branco-acinzentada apareceu? Ela dispersou o bando ao redor do mar azul O branco submerso elevou-se para o céu, Penas cinzas caíram em um prado verde E quem irá recolher estas penas? – Uma menina bonita
Versão livre do poema em português, da tradução de Dawe Hasted para o inglês, do original em polonês:
Na morzu, na błękitnym morzu Tam pływały stada białych łabędzi Z małymi łabądkami A skąd się wziął szaro-biały orzeł Rozgonił stado po całym błękitnym morzu Biały puszek uniósł się do nieba Szare pierze opadło na zielonej łące A kto zbierze to pierze? Zbierze je piękna dziewczyna
A versão em inglês:
At the sea, blue sea There was a floating flock of white swans And where did the gray-white eagle come from? It dispersed the flock around the blue sea White down rose to heaven, Gray feathers fell on a green meadow And who will collect these feathers? – A beautiful girl
Laboratorium Pieśni (Laboratório da Canção) é um grupo de cantoras de Tri-City (Polônia), criado em 2013. Usando canto polifônico tradicional, executam canções de todo o mundo, principalmente da Ucrânia, dos Balcãs, Polônia, Bielorrússia, Geórgia, Escandinávia e muitos outros lugares. Cantam a capella, bem como com tambores xamãs e outros instrumentos étnicos (caixa shruti, kalimba, flauta, gongo, zaphir e carrilhões koshi, taças, chocalhos, etc.).
Criaram um novo espaço em uma canção tradicional, acrescentando improvisações de voz, inspiradas por sons da natureza, muitas vezes intuitivas, selvagens e femininas.
Possuem página no Facebook, canal no YouTube, onde este vídeo está disponível e também um site (laboratoriumpiesni.pl)
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