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  • Estimular qualidade do sono na quarentena Ă© eficaz contra doenças

    Estimular qualidade do sono na quarentena é eficaz contra doenças

    Psicóloga då sugestÔes que podem ajudar durante isolamento social

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  • Osho choca todos ao falar sobre as resoluçÔes de ano novo!

    Osho choca todos ao falar sobre as resoluçÔes de ano novo!

    Osho, conhecido por suas opiniÔes revolucionårias, esclarecedoras e iluminadas, sem se preocupar em contradizer a si mesmo, questiona os fundamentos de nossas resoluçÔes de mais um ano que se inicia.

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  • 23 hĂĄbitos que te farĂŁo mais feliz, segundo psicĂłlogos

    23 hĂĄbitos que te farĂŁo mais feliz, segundo psicĂłlogos

    Sinta o cheiro de terra, escreva seus sentimentos e beba cafĂ© — mas nĂŁo muito

    A busca da felicidade estĂĄ entre um dos aspectos que mais ocupam as pessoas, depois que os mais bĂĄsicos, como o da sobrevivĂȘncia e segurança foram resolvidos.

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  • Meditação chega Ă s universidades e aumenta sucesso de alunos e professores

    Meditação chega às universidades e aumenta sucesso de alunos e professores

    A desinformação, proposital ou nĂŁo, de que meditar Ă© a mais pura perda de tempo jĂĄ nĂŁo tem mais espaço no meio acadĂȘmico, se atentarmos para as informaçÔes publicadas pela AgĂȘncia Brasil, que republico aqui na Ă­ntegra.

    Ensino superior oferece meditação para ajudar na formação de alunos

    Publicado em 08/06/2019 – 17:32 – Por Mariana Tokarnia – RepĂłrter da AgĂȘncia Brasil Belo Horizonte

    Duas sessÔes diårias de cerca de 15 minutos de olhos fechados prestando atenção no que acontece na mente e no corpo, deixando de lado o restante do mundo, são suficientes para melhorar a concentração, a criatividade e a capacidade de tomar decisÔes, de acordo com o diretor da Sociedade Internacional de Meditação do Rio de Janeiro, Klebér Tani.

    Em busca desses benefĂ­cios para estudantes e professores, instituiçÔes de ensino superior recorrem a cursos de meditação e incentivam a prĂĄtica no ambiente acadĂȘmico.

    Tani aplica no Brasil as técnicas da meditação transcendental, como associado da Fundação David Lynch, organização internacional fundada pelo diretor cinematogråfico que carrega no currículo produçÔes como O Homem-Elefante e Veludo Azul. Hå 42 anos ele trabalha levando a técnica a atletas, a presídios e a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Hå 15 anos, a årea educacional ganhou espaço e, com ela, o ensino superior.

    InstituiçÔes como o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) tem parceria com a Fundação David Lynch.

    As aulas sĂŁo ofertadas de forma optativa para professores e estudantes. Eles tĂȘm cinco dias de formação e depois Ă© feito um acompanhamento. Cabe a eles colocar em prĂĄtica a meditação por cerca de 15 minutos duas vezes por dia. O objetivo Ă© que a pessoa consiga olhar para si, identificar os prĂłprios pensamentos e conseguir perceber aqueles que sĂŁo “Ășteis” e os que apenas geram ansiedade.

    “Os programas da educação sĂŁo muito voltados para fora. A ideia Ă© continuar com isso, mas trabalhar tambĂ©m o desenvolvimento do conhecedor, que Ă© o estudante”, diz Tani.

    SilĂȘncio e mente

    “Quanto mais silĂȘncio se experimenta na mente, mais capacidade de filtrar os pensamentos. Pensamentos Ășteis serĂŁo reconhecidos mais facilmente e pensamentos inĂșteis serĂŁo eliminados mais facilmente. O custo operacional melhora muito, desenvolve-se uma visĂŁo de pensamento com mais objetividade, mais sentido. E com isso, perde-se menos dinheiro, menos tempo e menos energia porque nĂŁo se sai atirando para todos os lados”, ensina.

    Segundo o professor, as pessoas estĂŁo cada vez mais cansadas. “Parece que ficar quieto Ă© perda de tempo. Para ser um indivĂ­duo mais efetivo no que eu faço, tenho que ser uma pessoa sempre tensa”, diz. Nos estudos, a meditação, segundo Tani, aumenta a capacidade de aprendizagem e melhora o desempenho acadĂȘmico.

    Empatia

    A técnica serve também para que o indivíduo desenvolva uma visão mais ampla de mundo e consiga se colocar no lugar das pessoas que estão ao seu redor, de acordo com o professor.

    A questão foi um dos temas centrais no XII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, em Belo Horizonte, onde Tani foi um dos palestrantes.

    Neste ano, o congresso teve como tema Educação Superior: Inovação e Diversidade na Construção de um Brasil Plural. Ao longo do encontro houve espaço para o debate sobre pluralidade Ă©tnica, cultural e de gĂȘnero, tanto com relação aos estudantes quanto aos professores e tĂ©cnicos administrativos.

    “O congresso partiu da premissa de que a inovação e o desenvolvimento institucional dependem de um corpo diverso de docentes, discentes e tĂ©cnicos administrativos”, diz carta divulgada ao fim do evento pelo setor privado de educação, representado pelo FĂłrum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular.

    Segundo o fĂłrum, vivemos em um paĂ­s diverso. “Aqui, nativos e imigrantes, homens e mulheres, brancos e negros convivem em harmonia nos mais diversos espaços sociais, inclusive nas universidades. Na esfera econĂŽmica, a diversidade jĂĄ se mostrou fundamental para a produtividade e o progresso. NĂŁo faltam exemplos de paĂ­ses que tĂȘm na diversidade da população sua fonte de riqueza e de impulsionamento do crescimento”,  afirma.

    Habilidades socioemocionais

    A meditação ajuda no desenvolvimento das chamadas habilidades socioemocionais, como empatia, a capacidade de diĂĄlogo de resolver conflitos, entre outros pontos. Voltar o ensino para essas competĂȘncias Ă© algo que tem sido feito em vĂĄrias partes do mundo.

    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada pelo Brasil em 2017 para o ensino infantil e fundamental e, em 2018, para o ensino mĂ©dio, prevĂȘ que em todo o perĂ­odo escolar sejam desenvolvidas, alĂ©m de capacidades acadĂȘmicas, tambĂ©m habilidades socioemocionais.

    *A repórter viajou a convite da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes)

    * Matéria alterada para esclarecer informaçÔes

    Edição: Kleber Sampaio

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  • A criança interior, segundo Osho

    A criança interior, segundo Osho

    As mensagens de Natal muitas vezes trazem a imagem cristã de um menino na manjedoura. Entretanto, raríssimas vezes as pessoas se lembram das crianças que habitam seu próprio interior.

    Ao criar minha mensagem pessoal, neste Natal de 2018, para divulgå-la através de algumas redes sociais como o Instagram, o Facebook, o Twitter, e no WhatsApp, resolvi homenagear este aspecto de meu ser com o qual me sinto profundamente conectado: minha criança interior.

    Ao invĂ©s de buscar uma imagem convencional, como Ă© comumente feito, com uma criança na manjedoura, pinheiros decorados com luzes reluzentes, papai noel gordo e trenĂłs “voadores”, optei pela imagem de uma criança ‘pobre’, de cabelos crespos e olhar inocente.

    A ‘provocação’ surtiu algum efeito, jĂĄ que algumas pessoas que nunca se depararam com a informação de que temos uma criança dentro delas, perguntaram a respeito.

    Para responder a elas, escolhi uma fala do Osho, que responde a uma pergunta do Sw. Anand Gogo, publicada no livro “The Rebellious Spirit” (O EspĂ­rito Rebelde, em tradução livre, nĂŁo publicado no Brasil), traduzida para o portuguĂȘs pelo Sw. Bodhi Champak.

    PrĂłxima pĂĄgina (2): O EspĂ­rito Rebelde >>>

  • Prece Ă  Matriz Divina

    Prece Ă  Matriz Divina

    Matriz Divina que estais nas flores, que cantas atravĂ©s dos pĂĄssaros, que mantĂ©m meu coração a pulsar, que estais na compaixĂŁo, na caridade, na paciĂȘncia e na atitude da compreensĂŁo.

    Matriz Divina que estais em mim, que estais naquele que eu amo e naquele que nem tanto
, naqueles que me ajudam a perceber a ferida em meu ego, naqueles que buscam a verdade e naqueles que pretendem permanecer na ignorñncia.

    Santificada sejas por tudo o que é belo, bom, justo, gracioso e em tudo aquilo que classificamos como feio, ruim, injusto ou sem graça.

    Venha a nós o teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor e todos seus opostos para podermos aprender com eles também.

    Seja feita a tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.

    Ajuda-me a compreender de onde nascem minhas ofensas, meus erros, minhas falhas e a aprender com eles.

    Revele-se através de meu coração.

    Dai-me compreensão para que eu possa compreender aqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração se sinta ferido.

    Permita-me aprender com meus erros.

    Livrai-me de todo o mal, de toda violĂȘncia, de todo infortĂșnio, de toda enfermidade. Livrai-me de toda dor, de toda mĂĄgoa e de toda desilusĂŁo, que eu cause a mim e aos outros.

    Mas, ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessårias, que eu tenha força e coragem de dizer: Bracias*, Matriz Divina, por mais essa lição!

    * Bracias Ă© um neologismo que criei. Traduz gratidĂŁo sem ‘obrigação’.

    Texto baseado no Poema Divino, publicado no site Momento Espírita, atualizado hoje (29 de setembro de 2020), para incluir a fonte, que deixei de mencionar quando publiquei, e fazer algumas alteraçÔes ortogråficas que considerei importantes.

  • Meditação reduz ansiedade e pode ajudar a emagrecer

    Meditação reduz ansiedade e pode ajudar a emagrecer

    Meditação é uma técnica milenar que cresce em popularidade, apesar e também com o crescimento da tecnologia

    Embora uma grande maioria do que se escreve sobre meditação indique que Ă© algo ‘difĂ­cil’ de ser praticado, minha experiĂȘncia vai exatamente no sentido oposto.

    O que ocorre, na maioria das vezes, é que a pessoa que escreveu talvez somente tenha tido contato com um determinado tipo de meditação, na qual a pessoa se senta imóvel, na posição de lótus, como na imagem que ilustra esta postagem, cedida gentilmente pela Freepik.

    Entretanto, é possível meditar nas mais diversas situaçÔes da vida:

    • ao caminhar;
    • correndo;
    • durante as refeiçÔes;
    • ao tomar uma ducha;
    • ao viajar de aviĂŁo;
    • dançando (Ah, os Sufis!);
    • ao respirarmos conscientemente;
    • nadando ou mergulhando;
    • durante o ato sexual (jĂĄ ouviu falar em Tantra?);
    • ouvindo mĂșsica;
    • ou os sons da natureza;
    • dentro de um ĂŽnibus;
    • sentado em uma poltrona ou cadeira;
    • de pĂ©, deitado ou dependurado…

    Enfim, Ă© possĂ­vel meditar sempre e em qualquer lugar…

    Talvez, o que seja mesmo difĂ­cil Ă© querer meditar, especialmente em paĂ­ses como o nosso, no qual a palavra ‘meditação’ significa atĂ© mesmo PENSAR. Ou seja, algo que sĂł tem a ver com meditação para quem nunca a praticou, como uma boa parte dos religiosos cristĂŁos.

    NĂŁo que pensamentos nĂŁo ocorram durante a meditação. Sim, eles podem estar presentes. Mas o foco do meditador nĂŁo estĂĄ no ‘pensar’ e sim na observação de tudo o que ocorre, dentro e fora de seu universo interior, mas sem se perder no que acontece.

    E Ă© aĂ­ que a pretensa ‘dificuldade’ aparece, pois nĂŁo faz parte do que as pessoas que cresceram sob a influĂȘncia das religiĂ”es exotĂ©ricas (exo= externo, em contraposição a eso= interno) conhecem.

    Algumas vezes, ao mencionar algum sutra tĂąntrico, que propĂ”em tĂ©cnicas de meditação mencionadas no Vigyan Bhairav Tantra, que na maioria das vezes nĂŁo incluem sexo, ao explicar como praticĂĄ-lo, posso perceber a enorme distĂąncia entre o que Ă© proposto, e a experiĂȘncia das pessoas que me ouvem. Entretanto, ao praticarem, reafirmam os benefĂ­cios que sentiram e como a experiĂȘncia foi produtiva, atĂ© mesmo quando Ă© a primeira vez.

    Recentemente, o MinistĂ©rio da SaĂșde publicou que Meditação combate ansiedade e pode ajudar contra obesidade” e cita a mĂ©dica e professora de meditação da Secretaria de SaĂșde do Distrito Federal, Maira Polcheira, que afirma:

    “Pessoas que meditam apresentam um maior autocuidado, com melhora dos hĂĄbitos de vida, alĂ©m de serem mais compassivas, mais cooperativas, menos reativas e mais felizes.”

    AlĂ©m disso, o Sistema Único de SaĂșde (SUS) adotou a meditação entre as 29 PrĂĄticas Integrativas Complementares, o que Ă© uma contribuição significativa para que mais pessoas tenham acesso a prĂĄticas que contribuem de maneira direta e indireta para mais saĂșde.

    Entre os benefícios citados estão a redução de ansiedade e o emagrecimento, pois de certa forma estão correlacionados.

    TECNOLOGIA

    Atualmente existem inĂșmeros aplicativos que podem ser baixados da internet para estimular a prĂĄtica da meditação.

    Um deles é o Relax Meditation, baixado diretamente da Microsoft Store, por ter sido o primeiro que despertou minha atenção.

    A superfĂ­cie do aplicativo Ă© simples e Ă© necessĂĄrio aguardar alguns segundos atĂ© que o tema escolhido comece a ser ouvido. Infelizmente as meditaçÔes guiadas sĂŁo em inglĂȘs.

    O Ășnico aplicativo publicado pela Microsoft, com um tĂ­tulo em portuguĂȘs, faz o uso da palavra ‘meditação’ como citei no inĂ­cio, e usa citaçÔes bĂ­blicas para que se ‘medite’ sobre elas. Repito: isso nĂŁo tem nada a ver com meditação.

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  • Meditação do Coração do Atisha

    Meditação do Coração do Atisha

    Atisha, por Osho

    Essa meditação Ă© um dos grandes segredos para a prĂĄtica da compaixĂŁo. Uma ferramenta de purificação do mundo, começando por vocĂȘ, pelo seu coração, pela compaixĂŁo por vocĂȘ, pela pacificação de sua vida.

    Ao inspirar, imagine que vocĂȘ estĂĄ inspirando todas as misĂ©rias do mundo todo.

    Toda escuridĂŁo, negatividade, todos os infernos que existem em toda parte: vocĂȘ coloca tudo para dentro.

    E deixe que seu coração absorva toda essa negatividade.

    Geralmente as pessoas que propagam o pensamento ‘positivo’ no ocidente dizem: “Quando vocĂȘ expirar, coloque para fora toda a sua misĂ©ria e negatividade. Ao inspirar, inspire a felicidade, a positividade, a alegria.”

    Atisha propĂ”e exatamente o oposto: “quando vocĂȘ inspirar, inspire toda a misĂ©ria e sofrimento do mundo – passados, presentes e futuros.

    E, quando expirar, deixe sair, deixe transbordar toda a alegria, todas as bĂȘnçãos que tiver e desejar.

    Expire, derrame-se na existĂȘncia.

    Esse Ă© o mĂ©todo da compaixĂŁo: beba o desequilĂ­brio e transborde todas as bĂȘnçãos. VocĂȘ ficarĂĄ surpreso ao fazer isso.

    No momento em que aceitar os sofrimentos do mundo dentro de si, nĂŁo serĂŁo mais sofrimentos.

    O coração transforma a energia imediatamente.

    O coração Ă© uma força de transformação: beba misĂ©ria, ela serĂĄ transformada em contentamento… entĂŁo devolva isso.

    Quando vocĂȘ tiver aprendido que seu coração pode fazer essa mĂĄgica, esse milagre, vocĂȘ serĂĄ capaz de fazĂȘ-lo sempre.

    Busque espaço em sua vida para esta pråtica diåria, vårias vezes ao dia.

    É um dos mĂ©todos mais simples e traz resultados imediatos. Faça isso hoje e PERCEBA-SE.

    Pratique este belo método da compaixão: inspire toda a miséria e coloque para fora alegria, significùncia e luz.

    VocĂȘ pode praticar esta meditação de duas maneiras diferentes ao longo de 21 dias

    1. Durante 30 minutos por dia: respire seu prĂłprio sofrimento durante 10 minutos, o sofrimento dos amigos e familiares durante 10 minutos, depois o sofrimento do mundo durante os Ășltimos 10 minutos.

    2. Pratique-a durante 21 dias: respire no seu prĂłprio sofrimento durante 7 dias, o sofrimento dos amigos e familiares durante 7 dias, depois o sofrimento do mundo durante 7 dias.

    Osho referiu-se assim a esta meditação: “No momento em que levas todos os sofrimentos do mundo para dentro de ti, eles jĂĄ nĂŁo sĂŁo sofrimentos. O coração transforma imediatamente a energia. O coração Ă© uma força transformadora: bebe na misĂ©ria, e transforma-se em felicidade… e depois despeja-a. Uma vez aprendido que o seu coração pode fazer esta magia, este milagre, gostaria de o fazer uma e outra vez.”

    Atiƛa Dipamkara Shrijnana (982-1054)

    * Atisha ou Atiƛa Dipamkara Shrijnana (982-1054) foi um renomado e erudito mestre de meditação budista-indiano que reintroduziu o Budismo no Tibete após o seu quase desaparecimento sob o reinado de Langdharma.

    Foi abade do grande monastĂ©rio budista Vikramashila na Ă©poca em que o budismo Mahayana florescia na Índia. Foi convidado para ir ao Tibete por Jangchub Ö, o governador de uma regiĂŁo a oeste do Tibete, e sua presença contribuiu para o restabelecimento do budismo naquele paĂ­s.

    É o autor de Luz para o Caminho, o primeiro texto sobre as etapas do caminho, o texto original do Lamrim, que acabou tornando-se um dos fundamentos da instrução Lamrim posterior. Sua tradição tornou-se conhecida como Tradição Kadampa.

    (O texto do Osho e as informaçÔes sobre Atisha foram parcialmente adaptadas a partir do conteĂșdo do sites Doce LimĂŁo, Tantra Essence e Puja Healing. Editado em 23/09/2020 para inserir as  instruçÔes e reescrever parte do texto.)

  • Somente o ser humano Ă© capaz de se entediar

    Somente o ser humano Ă© capaz de se entediar

    O tédio é uma das coisas mais importantes na vida humana. E somente o ser humano é capaz de se sentir entediado; nenhum outro animal é capaz disso.

    Osho, o que é exatamente o tédio?

    “O tĂ©dio Ă© uma das coisas mais importantes na vida humana. E somente o ser humano Ă© capaz de se sentir entediado; nenhum outro animal Ă© capaz disso.

    O tĂ©dio simplesmente revela que vocĂȘ estĂĄ ficando consciente da futilidade da vida, de sua constante roda repetitiva.

    VocĂȘ jĂĄ fez todas essas coisas antes e nada acontece.

    O tĂ©dio Ă© a primeira indicação de que uma grande compreensĂŁo estĂĄ surgindo em vocĂȘ a respeito da futilidade, da falta de sentido da vida e de seus caminhos.

    Agora, vocĂȘ pode responder ao tĂ©dio de duas maneiras. Uma Ă© o que normalmente se faz: escapar dele, evitĂĄ-lo, nĂŁo olhĂĄ-lo nos olhos, nĂŁo encarĂĄ-lo.

    VocĂȘ pode escapar e fugir… Envolva-se com coisas que possam ocupĂĄ-lo, que possam se tornar obsessĂ”es, que o levem tĂŁo distante das realidades da vida, de tal modo que vocĂȘ nunca mais veja surgir novamente o tĂ©dio.

    É por isso que as pessoas inventaram o ĂĄlcool e as drogas. Essas sĂŁo maneiras de escapar do tĂ©dio. Mas vocĂȘ nĂŁo pode realmente escapar, e sim somente evitĂĄ-lo por um tempo.

    VocĂȘ pode escapar no sexo, em comer demais, na mĂșsica – em mil e um tipos de coisas.

    Porém, repetidamente o tédio surgirå, pois ele não é algo que possa ser evitado; ele é parte do crescimento humano, e precisa ser encarado.

    A outra resposta, entĂŁo, Ă© encarĂĄ-lo, refletir sobre ele, ficar com ele, ser ele.

    Se vocĂȘ ficar olhando o tĂ©dio sem escapar, surge a explosĂŁo. Um dia, de repente, ao olhar profundamente para o tĂ©dio, vocĂȘ penetra em seu prĂłprio nada.

    O tĂ©dio Ă© apenas a capa – o recipiente no qual estĂĄ contido seu nada interno.

    Se vocĂȘ escapar do tĂ©dio, estarĂĄ escapando do seu prĂłprio nada. Se vocĂȘ nĂŁo escapar do tĂ©dio, se vocĂȘ começar a viver com ele, se vocĂȘ começar a aceitĂĄ-lo… Meditação Ă© isto: Dar as boas vindas ao tĂ©dio, penetrar nele voluntariamente; nĂŁo esperar que ele venha, mas procurar por ele.”

    Osho, então, o que é exatamente o tédio?

    Um grande fenĂŽmeno espiritual. É por isso que os bĂșfalos nĂŁo ficam entediados; eles parecem estar tremendamente felizes e desfrutando a vida.

    Somente o ser humano fica entediado e, entre os seres humanos, somente as pessoas que sĂŁo muito talentosas e inteligentes; as estĂșpidas nĂŁo se entediam, elas estĂŁo perfeitamente felizes fazendo os seus trabalhos, ganhando dinheiro, tornando sua conta bancĂĄria maior, reproduzindo, comendo, indo ao cinema, a motĂ©is, participando disso e daquilo. Elas nĂŁo estĂŁo entediadas; elas realmente pertencem ao mundo dos bĂșfalos. Elas ainda nĂŁo sĂŁo humanas.

    Perceba… As pessoas se movem de uma sensação a outra – EstĂŁo interessadas no trivial, ficam repetindo e nĂŁo estĂŁo conscientes o suficiente para perceber a repetição – que ontem tambĂ©m fizeram isso, e hoje de novo, e novamente estĂŁo imaginando que amanhĂŁ farĂŁo o mesmo.

    A pessoa comum fica alegre por uma razĂŁo – ela se apaixonou por uma nova mulher ou um novo homem e fica alegre. Sua satisfação Ă© momentĂąnea; amanhĂŁ ele ficarĂĄ farto desta mulher e começarĂĄ a procurar outra. A pessoa comum fica alegre porque obteve um carro novo; amanhĂŁ ela terĂĄ que procurar outro carro.

    E isso segue em frente…

    E ela nunca percebe o ponto essencial: que no final, ela sempre fica entediada…

    A pessoa inteligente percebe isso. Então o que sobra? Somente o tédio, e a pessoa precisa refletir a esse respeito.

    NĂŁo hĂĄ como escapar dele, entĂŁo penetre nele, perceba para onde ele vai e, se vocĂȘ puder continuar a investigĂĄ-lo, ele vai dar na iluminação.

    Somente o ser humano é capaz do tédio, e somente o ser humano é capaz de se iluminar.

    Uma pessoa se torna humana quando começa a se sentir entediada…”

  • Nenhuma disciplina, mas toda consciĂȘncia

    Nenhuma disciplina, mas toda consciĂȘncia

    “NĂŁo dou nenhuma disciplina a meus discĂ­pulos, nĂŁo os moldo em nenhum tipo de carĂĄter, padrĂŁo e obrigaçÔes. NĂŁo lhes dou nenhum ideal.” – Osho

    Hoje o Facebook me lembra, que hĂĄ exatamente cinco anos publiquei o seguinte texto do Osho em minha timeline:

    “NĂŁo dou nenhuma disciplina a meus discĂ­pulos, nĂŁo os moldo em nenhum tipo de carĂĄter, padrĂŁo e obrigaçÔes. NĂŁo lhes dou nenhum ideal. Simplesmente lhes dou algo pequeno que precisa ser alimentado em seu coraçÔes: sejam mais alertas!”*

    Faça o que quiser, mas faça com mais consciĂȘncia! Transforme cada oportunidade em uma estratĂ©gia para se tornar mais consciente! E logo mais e mais consciĂȘncia fluirĂĄ em vocĂȘ, o inundarĂĄ, mais do que vocĂȘ se mobilizou a atingir.

    EntĂŁo, vocĂȘ perceberĂĄ as mĂŁos do divino o auxiliando. Uma vez percebidas essas mĂŁos, surge a confiança. EntĂŁo, vocĂȘ perceberĂĄ que nĂŁo estĂĄ sozinho; todos os que se iluminaram estĂŁo lhe dando suporte.Este Ă© o maior ato altruĂ­sta que alguĂ©m pode fazer: tornar-se consciente! Pois, ao tornar-se consciente, vocĂȘ libera consciĂȘncia Ă  existĂȘncia, consciĂȘncia viva novamente liberada…

    A quantidade total de consciĂȘncia se eleva no mundo sempre que alguĂ©m fica alerta. No dia em que a quantidade total de consciĂȘncia no mundo superar a quantidade total de inconsciĂȘncia, haverĂĄ uma grande mudança universal. Neste dia, toda a humanidade darĂĄ um salto quĂąntico, e este dia estĂĄ se aproximando. Se as pessoas se empenharem firmemente, o dia estĂĄ se aproximando…” – Osho, em The No Book (No Buddha, No Teaching, No Discipline), 1981, livro ainda nĂŁo traduzido para o portuguĂȘs.

    Bodhi Champak, companheiro de sannyas, escreveu as seguintes “ReflexĂ”es a Respeito de um Texto do Osho” em seu blog:

    Osho

    “A primeira coisa que me salta aos olhos nessa fala do Osho Ă© que ele estĂĄ falando para mim, ele estĂĄ falando para vocĂȘ que estĂĄ lendo este meu escrito. Ele nĂŁo estĂĄ falando para alguĂ©m distante, ele nĂŁo estĂĄ escrevendo uma tese, nĂŁo estĂĄ divagando sobre conceitos filosĂłficos, nem estĂĄ falando para a multidĂŁo. Ele estĂĄ falando diretamente para o coração de um pĂșblico seleto.

    E quem se importa com o que Osho fala? Quem Ă© tocado pela sua mensagem? SerĂĄ que somos uns vinte mil aqui no Brasil? Ou uns quarenta mil, entre discĂ­pulos, amigos, leitores assĂ­duos de seus livros, pessoas que passaram por terapias nele inspiradas… SerĂĄ que somos cem mil?

    De qualquer forma, somos um pĂșblico restrito, num paĂ­s de quase duzentos milhĂ”es de habitantes. E o mesmo ocorre em todo o mundo.

    Ele com sua autoridade de iluminado nos diz textualmente que o “maior ato altruĂ­sta que alguĂ©m pode fazer, Ă© tornar-se consciente”. E serĂĄ que ao menos sabemos o que Ă© ser “consciente”? SerĂĄ que basta a leitura de textos do Osho para nos tornarmos conscientes? Sabemos ao menos a diferença entre consciĂȘncia e mente consciente? Conhecemos por nossa prĂłpria experiĂȘncia a diferença entre nosso Centro Observador e nossa mente observadora?

    Esse conhecimento Ă© experiencial, ou seja, ele advĂ©m da experiĂȘncia meditativa, dos experimentos cientĂ­ficos que fazemos em nosso prĂłprio interior. Esse conhecimento nos chega atravĂ©s da meditação. É exercitando nossa pesquisa direcionada ao nosso interior que pouco a pouco nos habilitamos a reconhecer nosso Centro Observador, podemos começar a ter um gostinho do que Ă© estar no aqui-e-agora e saber o que Ă© estar presente. A meditação Ă© a ferramenta.

    Mas, palavras como meditação, aqui-e-agora, centro observador, todas elas sĂŁo palavras bonitas e fĂĄceis de serem repetidas. E Ă© aqui que surge a diferença entre quem apenas repete essas palavras bonitas, quem atĂ© se “apaixona” pelas frases poĂ©ticas do Osho, quem gosta de fazer parte das tribos ditas mĂ­sticas e esotĂ©ricas, e aqueles que realmente mergulham na meditação.

    Por isso um dia Osho disse que o mala, a roupa ocre e um nome iniciåtico não fazem de alguém um sannyasin. A grande mudança universal de que Osho nos fala não cairå dos céus, não serå um presente dos deuses.

    Osho nos fala de nossa responsabilidade com nossa mobilização para estarmos conscientes. Sim, nessa mobilização sentiremos as mãos do divino. Mas para isso temos que estar nos mobilizando. Essa mobilização tem um nome: meditação.

    Meditação nĂŁo Ă© uma causa a ser defendida por uma tribo mĂ­stica, nĂŁo Ă© a bandeira de um movimento, nĂŁo Ă© uma movimentação externa. Meditação diz respeito ao indivĂ­duo. É um mergulho meu dentro de mim mesmo. Embora possa ser praticada em grupo, ainda assim Ă© um experimento individual.

    Para meditarmos precisamos de técnicas, embora Osho nos advirta que a técnica não é meditação, mas ele também nos diz que sem a técnica não chegaremos a lugar algum.

    Para meditarmos precisamos de uma iniciação, de um aprendizado. É um processo de experimentaçÔes que se sucedem. E Ă© muito bom quando temos oportunidades para troca de experiĂȘncias, para que uns possam compartilhar com os outros suas descobertas, suas dĂșvidas.

    Bodhi Champak e Nirava

    Meditação é uma pråtica a ser incorporada ao nosso dia-a-dia. E é um longo processo que se estende por anos, anos e anos.

    Ao longo desses anos, meditando com regularidade, nossa meditação vai crescendo e nĂłs crescemos junto com ela. E nem tudo sĂŁo flores: passamos por experiĂȘncias de profunda paz e por experiĂȘncias dolorosas, ora estamos em ĂȘxtase, ora estamos angustiados. É um aprendizado onde caĂ­mos e nos levantamos vĂĄrias vezes.

    Na medida em que nossa consciĂȘncia cresce, nosso ego vai se desmontando. E isso Ă© doloroso. Leva um tempo atĂ© nos desprendermos e nos desidentificarmos das armadilhas da mente, do ego, dos apegos, das projeçÔes, das ilusĂ”es, das crenças. É um processo longo que requer paciĂȘncia e persistĂȘncia.

    Às vezes nos sentimos fracassados por nĂŁo chegarmos a lugar algum e jogamos tudo para o ar. Passamos um tempo sem querer falar em meditação. Mas se existe um real chamamento dentro de nĂłs, se existe esse questionamento interno de ‘quem sou eu?’, se existe essa busca, entĂŁo nĂŁo hĂĄ como escapar: apĂłs um tempo retornamos a esse caminho sem caminho, sem trilhas, que Ă© a meditação.

    Este Ă©, de fato, um processo cientĂ­fico voltado para dentro de nĂłs mesmos. É nesse processo que se dĂĄ a aprendizagem da meditação e Ă© sĂł nesse processo que podemos vir a alcançar a compreensĂŁo vivencial do que Ă© consciĂȘncia, do que Ă© estar presente no aqui-e-agora. É nesse processo que posso chegar a saber ‘quem sou eu’, alĂ©m da mente, alĂ©m do ego.

    O caminho é longo, mas, depois de um certo tempo, começamos a perceber que jå não somos o mesmo de antes; depois de um tempo nos percebemos cada vez mais quietos, mais silenciosos, mais serenos.

    Sem meditação, todas essas lindas palavras serĂŁo apenas lindas palavras sem qualquer significado. Com a meditação, elas se transformam numa linda aventura, nĂłs nos transformamos e elas trazem significado Ă  nossa vida.”.

    Bodhi Champak
    Sannyasin do Osho desde 1986″

    É bem provĂĄvel que Champak, ao jorrar sua experiĂȘncia no texto acima, o tenha publicado no dia anterior Ă  divulgação em seu blog, no Facebook.

    Para honrar a inspiração, que por descuido ou desleixo deixei de incluir quando repliquei o texto em meu perfil no Facebook, publico aqui, além da citação incluída em meu perfil no Face, o texto completo, que é uma verdadeira pérola de inspiração para todos os que se interessam pelo processo de se tornarem conscientes através da meditação.

    Agradeço a vocĂȘ, querido Champak, por tantos outros textos e comentĂĄrios sobre falas do Osho que sempre me inspiram a ir mais fundo dentro de mim mesmo.

    *Hoje, 24/02, ao reler o texto, resolvi fazer modificar a tradução proposta pelo Champak, que pode ser lida em seu blog e a inserir a fonte, que encontrei no formato PDF.

  • Comemorar o sofrimento pode te ajudar a sair dele?

    Comemorar o sofrimento pode te ajudar a sair dele?

    “Quando digo desfrute disso eu nĂŁo quero dizer para vocĂȘ se tornar um masoquista; eu nĂŁo quero dizer para vocĂȘ criar sofrimento para si mesmo e desfrutar disso. Eu nĂŁo quero dizer: vĂĄ lĂĄ, pule de um penhasco, tenha fraturas e entĂŁo desfrute delas. NĂŁo.”

    (mais…)

  • Meditação substitui punição em escola e o resultado Ă© maravilhoso

    Meditação substitui punição em escola e o resultado é maravilhoso

    A escola Robert W. Coleman, em Baltimore, nos EUA abandonou os castigos aos alunos ‘problemĂĄticos’. Agora, ao invĂ©s de dar bronca neles e mandĂĄ-los para casa, os alunos mais agitados sĂŁo colocados em uma sala de meditação.

    O programa escolar chamado Holistic Me After School (HolĂ­stico Depois da Escola – em tradução livre), realizado em parceria com a ong Holistic Life Foundation (Fundação Vida HolĂ­stica) que reĂșne meditação de atenção plena e profissionais especialistas em comportamento. Como relata a Revista Galileu, “O resultado foi tĂŁo impressionante que, desde que implantou o projeto hĂĄ dois anos, a escola de Baltimore nĂŁo realizou uma Ășnica suspensĂŁo.”

    “A Ăłtima estatĂ­stica da escola Ă© semelhante Ă quela obtida em uma prisĂŁo do Alabama. Em uma entrevista ao jornal The New York Times, o presidente da prisĂŁo, Ron Cavanaugh, afirmou que desde que iniciaram um projeto de meditação, os detentos se tornaram aptos a controlar a raiva. A histĂłria pode ser vista no documentĂĄrio The Dhama Brothers, disponĂ­vel no YouTube”, continua Galileu.

    Elisa Kozasa, biĂłloga do Instituto do CĂ©rebro do Hospital Israelita Albert Einstein, afirmou Ă  revista: “Quem medita com regularidade tende a evitar respostas impulsivas”.

    Entre em sintonia com a paz que transcende dessas crianças quando meditam:

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    Sua escola, empresa, clube, academia pode contar com minha experiĂȘncia de mais de 40 anos com meditação e terapias de comportamento. Entre em contato!

  • Todo mundo Ă© de ‘cor’, inclusive os que se acham ‘brancos’

    Todo mundo Ă© de ‘cor’, inclusive os que se acham ‘brancos’

    Todo mundo Ă© de ‘cor’, inclusive os que se acham ‘brancos’

    VocĂȘ jĂĄ viu algum sujeito branco, mas branco mesmo, como uma folha de papel ‘branca’, tipo um #FFFFFF, em HEX ou em rgb(255, 255, 255), que tambĂ©m nem sĂŁo tĂŁo brancos assim, jĂĄ que em alguns monitores mais parecem dentes ‘nĂŁo clareados’ que a cor (ou ausĂȘncia dela) que deveriam mostrar? (mais…)

  • O amor se torna apego porque nĂŁo existe nenhum amor

    O amor se torna apego porque nĂŁo existe nenhum amor

    Osho, vocĂȘ disse que o amor pode nos tornar livres. Mas comumente nĂłs vemos que o amor se torna apego, e ao invĂ©s de nos libertar ele nos torna mais amarrados. Assim, diga-nos alguma coisa sobre apego e liberdade.

    O amor se torna apego, porque nĂŁo existe nenhum amor. VocĂȘ estava apenas num jogo, enganando a si mesmo. O apego Ă© a realidade; o amor era apenas um prelĂșdio. Assim, sempre que vocĂȘ se apaixona, mais cedo ou mais tarde, vocĂȘ descobre que vocĂȘ se tornou um instrumento – e, entĂŁo, toda a misĂ©ria começa. Qual Ă© o mecanismo? Por que isso acontece?

    Há alguns dias, um homem veio a mim e ele estava se sentindo muito culpado. Ele disse: “Eu amei uma mulher, eu a amei muito. No dia em que ela morreu, eu estava chorando e pranteando, mas de repente eu me tornei consciente de uma certa liberdade dentro de mim, como se alguma carga tivesse me deixado. Eu senti um profundo alívio, como se tivesse me tornado livre”.

    Naquele momento, ele se tornou consciente de uma segunda camada de seu sentimento. Externamente ele estava chorando e pranteando e dizendo: “Eu não posso viver sem ela. Agora será impossível, ou a vida será apenas como a morte. Mas bem fundo” – ele disse – “eu me tomei consciente de que estou me sentindo muito bem, que agora eu estou livre”.

    Uma terceira camada começou a sentir culpa. Ela lhe dizia: “O que vocĂȘ estĂĄ fazendo”? E um corpo morto estava deitado ali, bem Ă  sua frente, ele me contou, e ele começou a sentir uma enorme culpa. Ele me disse: “Ajude-me. O que estĂĄ acontecendo Ă  minha mente? Eu a traĂ­ tĂŁo cedo”?

    Osho, vocĂȘ disse que o amor pode nos tornar livres. Mas comumente nĂłs vemos que o amor se torna apego, e ao invĂ©s de nos libertar ele nos torna mais amarrados. Assim, diga-nos alguma coisa sobre apego e liberdade.

    O amor se torna apego, porque nĂŁo existe nenhum amor. VocĂȘ estava apenas num jogo, enganando a si mesmo. O apego Ă© a realidade; o amor era apenas um prelĂșdio. Assim, sempre que vocĂȘ se apaixona, mais cedo ou mais tarde, vocĂȘ descobre que vocĂȘ se tornou um instrumento – e, entĂŁo, toda a misĂ©ria começa. Qual Ă© o mecanismo? Por que isso acontece?

    Há alguns dias, um homem veio a mim e ele estava se sentindo muito culpado. Ele disse: “Eu amei uma mulher, eu a amei muito. No dia em que ela morreu, eu estava chorando e pranteando, mas de repente eu me tornei consciente de uma certa liberdade dentro de mim, como se alguma carga tivesse me deixado. Eu senti um profundo alívio, como se tivesse me tornado livre”.

    Naquele momento, ele se tornou consciente de uma segunda camada de seu sentimento. Externamente ele estava chorando e pranteando e dizendo: “Eu não posso viver sem ela. Agora será impossível, ou a vida será apenas como a morte. Mas bem fundo” – ele disse – “eu me tomei consciente de que estou me sentindo muito bem, que agora eu estou livre”.

    Uma terceira camada começou a sentir culpa. Ela lhe dizia: “O que vocĂȘ estĂĄ fazendo”? E um corpo morto estava deitado ali, bem Ă  sua frente, ele me contou, e ele começou a sentir uma enorme culpa. Ele me disse: “Ajude-me. O que estĂĄ acontecendo Ă  minha mente? Eu a traĂ­ tĂŁo cedo”?

    Nada aconteceu; ninguĂ©m foi traĂ­do. Quando o amor se torna apego, ele se torna uma carga, uma escravidĂŁo. Mas por que o amor se torna um apego? A primeira coisa a ser entendida Ă© que se o amor se torna um apego, vocĂȘ estava apenas em uma ilusĂŁo de que aquilo era amor. VocĂȘ estava apenas brincando consigo mesmo e pensando que aquilo era amor. Na verdade, vocĂȘ estava necessitado de apego. E se vocĂȘ for ainda mais fundo, descobrirĂĄ que vocĂȘ estava tambĂ©m necessitando de se tornar um escravo.

    HĂĄ um medo sutil da liberdade e todo mundo quer ser um escravo. Todo mundo, naturalmente, fala sobre liberdade, mas ninguĂ©m tem a coragem de ser realmente livre, porque quando vocĂȘ Ă© realmente livre, vocĂȘ estĂĄ sĂł. Se vocĂȘ tem coragem de estar sĂł, somente entĂŁo, vocĂȘ pode ser livre.

    Mas ninguĂ©m Ă© corajoso o suficiente para estar sĂł. VocĂȘ precisa de alguĂ©m. Por que vocĂȘ precisa de alguĂ©m? VocĂȘ tem medo de sua prĂłpria solidĂŁo. VocĂȘ se torna entediado consigo mesmo. E na verdade, quando vocĂȘ estĂĄ sozinho, nada parece significativo. Com alguĂ©m, vocĂȘ fica ocupado e vocĂȘ cria significados artificiais Ă  sua volta.

    VocĂȘ nĂŁo pode viver para si mesmo; assim, vocĂȘ começa a viver para outra pessoa. E tambĂ©m Ă© o mesmo caso com a outra pessoa: ele ou ela nĂŁo pode viver sozinho; assim, ele estĂĄ na busca para encontrar alguĂ©m. Duas pessoas que estĂŁo com medo de suas prĂłprias solidĂ”es, reĂșnem-se e começam um jogo – um jogo de amor. Mas, bem no fundo, elas estĂŁo buscando apego, compromisso, escravidĂŁo.

    Assim, mais cedo ou mais tarde, tudo o que vocĂȘ deseja acontece. Essa Ă© uma das coisas mais lamentĂĄveis no mundo. Tudo o que vocĂȘ deseja chega a acontecer. VocĂȘ a terĂĄ mais cedo ou mais tarde e o prelĂșdio desaparecerĂĄ. Quando a sua função for cumprida, ele desaparecerĂĄ. Quando vocĂȘ se tornou uma esposa ou um marido, escravos um do outro, quando o casamento aconteceu, o amor desaparece, porque o amor era apenas uma ilusĂŁo na qual duas pessoas poderiam se tornar escravas uma da outra.

    Diretamente vocĂȘ nĂŁo pode pedir por escravidĂŁo; Ă© muito humilhante. E diretamente vocĂȘ nĂŁo pode dizer para alguĂ©m: “Torne-se meu escravo”. – 
ele irĂĄ se revoltar. Nem vocĂȘ pode dizer: “Quero me tornar um seu escravo”; assim, vocĂȘ diz: “Eu nĂŁo posso viver sem vocĂȘ”. Mas o significado estĂĄ presente; Ă© o mesmo. E quando isso – o desejo real – Ă© preenchido, o amor desaparece. EntĂŁo, vocĂȘ sente servidĂŁo, escravidĂŁo e, entĂŁo, vocĂȘ começa a lutar para se tornar livre.

    Lembre-se disso. Este Ă© um dos paradoxos da mente: tudo o que vocĂȘ conseguir, vocĂȘ irĂĄ se aborrecer com aquilo, e tudo o que vocĂȘ nĂŁo conseguir, vocĂȘ ansiarĂĄ profundamente. Quando vocĂȘ estĂĄ sozinho, vocĂȘ ansiarĂĄ por alguma escravidĂŁo, alguma servidĂŁo. Quando vocĂȘ estĂĄ em uma servidĂŁo, vocĂȘ começarĂĄ a desejar liberdade. Na verdade, somente escravos desejam liberdade, e pessoas livres tentam novamente ser escravas. A mente continua como um pĂȘndulo, movendo-se de um extremo ao outro.

    O amor nĂŁo se torna apego. O apego era a necessidade; o amor era apenas uma isca. VocĂȘ estava a procura de um peixe chamado apego; o amor era apenas uma isca para pegar o peixe. Quando o peixe Ă© apanhado, a isca Ă© jogada fora. Lembre-se disso e, sempre que vocĂȘ estiver fazendo alguma coisa, vĂĄ fundo dentro de si mesmo para encontrar a causa bĂĄsica.

    Se existir amor real, ele nunca se tornarĂĄ apego. Qual Ă© o mecanismo para o amor se tornar apego? No momento em que vocĂȘ diz para seu amante ou amada “eu sĂł amo vocĂȘ”, vocĂȘ começou a possuir. E no momento em que vocĂȘ possui alguĂ©m, vocĂȘ o insultou profundamente, porque vocĂȘ o tornou uma coisa.

    Quando eu o possuo, vocĂȘ nĂŁo Ă© uma pessoa entĂŁo, mas apenas um item a mais dentre a minha mobĂ­lia – uma coisa. EntĂŁo, eu o uso e vocĂȘ Ă© minha coisa, minha posse; assim, eu nĂŁo permitirei que ninguĂ©m mais o use. Isso Ă© uma barganha na qual eu sou possuĂ­do por vocĂȘ e vocĂȘ faz de mim uma coisa. Isso Ă© uma barganha, que “agora” ninguĂ©m mais pode usĂĄ-lo. Ambos os parceiros se sentem atados e escravizados. Eu o tomo um escravo, entĂŁo, vocĂȘ, em troca, faz de mim um escravo.

    EntĂŁo a luta começa. Eu quero ser uma pessoa livre e, ainda assim, eu quero que vocĂȘ seja possuĂ­do por mim; vocĂȘ quer manter a sua liberdade e, ainda assim, me possuir — esta Ă© a luta. Se eu o possuo, eu serei possuĂ­do por vocĂȘ. Se eu nĂŁo quero ser possuĂ­do por vocĂȘ, eu nĂŁo deveria possuĂ­-lo.

    A posse nĂŁo deveria entrar no meio. NĂłs devemos permanecer indivĂ­duos e devemos nos mover como consciĂȘncias independentes e livres. NĂłs podemos ficar juntos, nĂłs podemos nos fundir um no outro, mas sem posse. EntĂŁo, nĂŁo hĂĄ servidĂŁo e, entĂŁo, nĂŁo hĂĄ apego.

    O apego Ă© uma das coisas mais feias. E quando eu digo “mais feia”, eu nĂŁo quero dizer apenas religiosamente, eu quero dizer tambĂ©m esteticamente. Quando vocĂȘ estĂĄ apegado, vocĂȘ perdeu a sua solidĂŁo, a sua solitude: vocĂȘ perdeu tudo. Apenas para se sentir bem – porque alguĂ©m precisa de vocĂȘ e alguĂ©m estĂĄ com vocĂȘ – vocĂȘ perdeu tudo, perdeu a si mesmo.

    Mas a armadilha Ă© que vocĂȘ tenta ser independente e vocĂȘ torna o outro a posse – e o outro estĂĄ fazendo a mesma coisa. Assim, nĂŁo possua se vocĂȘ nĂŁo quer ser possuĂ­do.

    Jesus disse em algum lugar: “NĂŁo julgue para nĂŁo ser julgado”. É a mesma coisa: “NĂŁo possua para nĂŁo ser possuĂ­do”. NĂŁo faça de ninguĂ©m um escravo; do contrĂĄrio vocĂȘ se tornarĂĄ um escravo.

    Os assim chamados mestres sĂŁo sempre servos de seus prĂłprios servos. VocĂȘ nĂŁo pode se tornar um mestre de alguĂ©m sem se tornar um servo – isso Ă© impossĂ­vel.

    VocĂȘ sĂł pode ser um mestre quando ninguĂ©m Ă© um servo para vocĂȘ. Isso parece paradoxal, porque quando eu digo que vocĂȘ sĂł pode se tornar um mestre quando ninguĂ©m Ă© um servo para vocĂȘ, vocĂȘ dirĂĄ: “EntĂŁo o que Ă© o mestrado? Como eu sou um mestre quando ninguĂ©m Ă© um servo para mim”? Mas eu digo que somente entĂŁo, vocĂȘ Ă© um mestre. EntĂŁo, ninguĂ©m Ă© um servo para vocĂȘ e ninguĂ©m tentarĂĄ tornĂĄ-lo um servo.

    Amar a liberdade, tentar ser livre, significa basicamente que vocĂȘ chegou a uma profunda compreensĂŁo de si mesmo. Agora, vocĂȘ sabe que vocĂȘ Ă© suficiente para si mesmo. VocĂȘ pode compartilhar com os outros, mas vocĂȘ nĂŁo Ă© dependente. Eu posso compartilhar a mim mesmo com alguĂ©m. Eu posso compartilhar o meu amor, eu posso compartilhar minha felicidade, eu posso compartilhar minha alegria, meu silĂȘncio com alguĂ©m. Mas isso Ă© um compartilhar, nĂŁo uma dependĂȘncia. Se nĂŁo houver ninguĂ©m, eu estarei igualmente feliz, igualmente alegre. Se alguĂ©m estĂĄ presente, isso tambĂ©m Ă© bom e eu posso compartilhar.

    Quando vocĂȘ perceber sua consciĂȘncia interior, seu centro, somente entĂŁo, o amor nĂŁo se tornarĂĄ um apego. Se vocĂȘ nĂŁo conhecer seu centro interior, o amor se tornarĂĄ um apego. Se vocĂȘ conhecer o seu centro interior, o amor se tornarĂĄ uma devoção. Mas vocĂȘ deve primeiro estar presente para amar, e vocĂȘ nĂŁo estĂĄ.

    Buda estava passando por um vilarejo. Um jovem veio atĂ© a ele e disse: “Ensine-me algo: como eu posso servir aos outros”?

    Buda riu para ele e disse: “Primeiramente, seja. Esqueça os outros. Primeiramente, seja vocĂȘ mesmo e, entĂŁo, todas as coisas se seguirĂŁo”.

    Exatamente agora vocĂȘ nĂŁo Ă©. Quando vocĂȘ diz “quando eu amo alguĂ©m isso se torna um apego”, vocĂȘ estĂĄ dizendo que vocĂȘ nĂŁo Ă©; assim, tudo o que vocĂȘ faz dĂĄ errado, porque o fazedor estĂĄ ausente. O ponto interior de consciĂȘncia nĂŁo estĂĄ presente; assim, tudo o que vocĂȘ faz, dĂĄ errado. Primeiro seja e, entĂŁo, vocĂȘ pode compartilhar seu ser. E esse compartilhar serĂĄ amor. Antes disso, tudo o que vocĂȘ fizer se tornarĂĄ um apego.

    E, por Ășltimo: se vocĂȘ estĂĄ lutando contra o apego, vocĂȘ tomou uma direção errada. VocĂȘ pode lutar. Assim, muitos monges – reclusos, sannyasins – estĂŁo fazendo isso. Eles sentem que estĂŁo apegados Ă s suas casas, Ă s suas propriedades, Ă s suas esposas, aos seus filhos e eles se sentem engaiolados, aprisionados.

    Eles fogem, deixam suas casas, deixam as suas esposas, deixam seus filhos e posses e eles se tornam mendigos e escapam para a floresta, para a solidĂŁo. Mas vĂĄ lĂĄ e observe-os. Eles se tornaram apegados aos seus novos arredores.

    Eu estive visitando um amigo que estava em uma vida reclusa embaixo de uma årvore em uma floresta densa, mas havia outros ascetas também. Um dia, aconteceu de eu estar com esse recluso embaixo de sua årvore e um novo buscador ter vindo enquanto meu amigo estava ausente. Ele tinha ido ao rio tomar um banho. Embaixo de sua årvore o novo sannyasin começou a meditar.

    O homem voltou do rio e empurrou o novato da ĂĄrvore, e disse: “Esta Ă© minha ĂĄrvore. VĂĄ e encontre outra, em algum outro lugar. NinguĂ©m pode se sentar sob a minha ĂĄrvore”. E esse homem tinha deixado a sua casa, a sua esposa, os seus filhos. Agora a ĂĄrvore se tornou uma posse – vocĂȘ nĂŁo pode meditar embaixo da ĂĄrvore dele.

    VocĂȘ nĂŁo pode escapar tĂŁo facilmente do apego. Ele tomarĂĄ novas formas, novos contornos. VocĂȘ serĂĄ enganado, mas ele estarĂĄ presente. Assim, nĂŁo lute com o apego, apenas tente entender por que ele existe. E, entĂŁo, conheça a causa profunda: devido a vocĂȘ nĂŁo ser, esse apego existe.

    Dentro de vocĂȘ, o seu prĂłprio ser estĂĄ tĂŁo ausente, que vocĂȘ tenta se apegar a qualquer coisa a fim de se sentir a salvo. VocĂȘ nĂŁo estĂĄ enraizado; assim, vocĂȘ tenta fazer de qualquer coisa Ă s suas raĂ­zes. Quando vocĂȘ estĂĄ enraizado em seu ser, quando vocĂȘ sabe quem vocĂȘ Ă©, o que Ă© esse ser que estĂĄ dentro de vocĂȘ e o que Ă© essa consciĂȘncia que estĂĄ em vocĂȘ, entĂŁo, vocĂȘ nĂŁo se apegarĂĄ a ninguĂ©m.

    Isso nĂŁo significa que vocĂȘ nĂŁo amarĂĄ. Na verdade, somente entĂŁo, vocĂȘ pode amar, porque entĂŁo o compartilhar Ă© possĂ­vel – e sem nenhuma condição, sem nenhuma expectativa. VocĂȘ simplesmente compartilha, porque vocĂȘ tem uma abundĂąncia, porque vocĂȘ tem tanto que estĂĄ transbordando.

    Esse transbordamento de si mesmo é amor. E quando esse transbordamento se torna uma enchente, quando, por seu próprio transbordamento, o universo inteiro é preenchido e seu amor toca as estrelas, em seu amor a terra se sente bem e em seu amor todo o universo é banhado; então, isso é devoção.

    Osho, em “O Livro dos Segredos”

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