O touro fujão

No Japão existe uma série de nove quadros e eles são tremendamente significantes. Na primeira pintura o homem perdeu seu touro. Ele está olhando ao seu redor onde existem árvores e uma floresta densa, mas nenhum sinal do touro.

No segundo, ele encontra pegadas do touro.
No terceiro, parece que o touro está escondido atrás das árvores, apenas a sua parte traseira pode ser vista.
No quarto, ele está próximo de alcançar o touro, que já pode ser visto totalmente.
No quinto ele já pegou o touro pelo chifre.
No sexto ele está brigando com o touro.
No sétimo ele conquistou o touro. Ele está montado no touro.
No oitavo ele está voltando para casa.
No nono, o touro está no curral e o homem está tocando sua flauta.

Nestes nove quadros está faltando um – eles vieram da China e lá, o pacote continha dez quadros. Quando eles foram trazidos para o Japão, o décimo foi deixado de lado porque ele parecia ser muito ultrajante – e o décimo é o meu Buda.

No décimo quadro, o touro está no curral e o Buda está indo para o mercado com uma garrafa de vinho. A mente japonesa pensa que isto seria demais: o que as pessoas iriam pensar de um Buda com uma garrafa de vinho? Isto é ultrajante para a mente religiosa comum, mas para mim é o quadro mais importante de toda a série. Sem ele a série fica incompleta.

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Bosco Carvalho

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