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Ao rever a paráfrase que escrevi, baseada no poema Autobiografia, de Fernando Pessoa, no zecabatuta.blogspot.com, senti-me tentado a repostá-la aqui para retomar minhas publicações neste site. Como na publicação original não havia usado nenhuma imagem para ilustrá-lo, resolvi procurar alguma na Internet, deparei com o texto de Mariana Sartor, que questionava com “Fernando Pessoa: médium ou esquizofrênico,” a suposta insanidade de poeta luso.

Ao mesmo tempo me lembrei de meu amigo Odilon Camargo, que mudou-se de Goiânia para Itaparica, na Bahia, e já que tem algumas semanas que não trocamos mensagens, escrevi a ele no WhatsApp: “Por onde andas, que não te ouço, nem te vejo?” – E gostei tanto da frase, que resolvi escrever o poema “Que faço de minha vida?”, e o dedico a ele:


Que faço de minha vida?

Por onde andas, que não te ouço nem te vejo?
Será que é falta de desejo,
ou insatisfação reprimida?

Que faço de minha vida?
Pergunta uma voz dentro de mim…

Leio que Pessoa era mais que um Poeta,
Se não só Fernando, 72 outros poetas penados
Que lhe tomavam a mão, para manifestarem
Seus sonhos vívidos, vividos ou não

E quando digito é como se o próprio fosse
Tomado de uma vontade insana de pulsionar
As consoantes e vogais que compõem a escrita da vida


Os autores das imagens usadas nesta postagem não puderam ser encontradas para receberem os devidos créditos.

Bosco Carvalho

Bosco Carvalho

Bosco Carvalho é psicoterapeuta, jornalista, publicitário e eletrotécnico. Transita entre as atividades técnicas e as humanísticas com facilidade, pois já exerceu todas as profissões citadas. Dedica-se em sua maturidade a apoiar o crescimento interior de quem se interessa por si mesmo, como psicoterapeuta e instrutor de meditação.

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