Meditação do Coração do Atisha

Preste atenção, pois esse é um dos grandes segredos para a prática da compaixão. Uma experiência de cada um Ser uma ferramenta de purificação do mundo, começando por você, pelo seu coração, pela compaixão por você, pela pacificação de você.

Quando inspirar, pense que está inspirando todas as misérias de todas as pessoas do mundo.

Toda a escuridão, toda a negatividade, todo o inferno que existe em toda a parte, você está colocando tudo para dentro.

E deixe que seja absorvido em seu coração.

Você pode ter lido ou ouvido falar sobre pessoas que propagam o pensamento positivo no Ocidente. Eles dizem: “Quando você expirar, coloque para fora toda a sua miséria e negatividade. Ao inspirar, inspire a felicidade, a positividade, a alegria.”

A proposta de Atisha é o oposto: quando você inspirar, inspire toda a miséria e sofrimento do mundo – passados, presentes e futuros.

E, quando expirar, deixe sair, deixe transbordar toda a alegria, todas as bênçãos que tiver e desejar.

Expire, derrame-se na existência.

Esse é o método da compaixão: beba o desequilíbrio e transborde todas as bênçãos. Você ficará surpreso ao fazer isso.

No momento em que aceitar os sofrimentos do mundo dentro de si, não serão mais sofrimentos.

O coração transforma a energia imediatamente.

O coração é uma força de transformação: beba miséria, ela será transformada em contentamento… então devolva isso.

Quando você tiver aprendido que seu coração pode fazer essa mágica, esse milagre, você será capaz de fazê-lo sempre.

Busque espaço em sua vida para esta prática diária, várias vezes ao dia.

É um dos métodos mais simples e traz resultados imediatos. Faça isso hoje e PERCEBA-SE.

Pratique este belo método da compaixão: inspire toda a miséria e coloque para fora alegria, significância e luz.

Atisha [Imagem: Wikimedia Commons]

* Atisha ou Atiśa Dipamkara Shrijnana (982-1054) foi um renomado e erudito mestre de meditação budistaindiano que reintroduziu o Budismo no Tibete após o seu quase desaparecimento sob o reinado de Langdharma.

Foi abade do grande monastério budista Vikramashila na época em que o budismo Mahayana florescia na Índia. Foi convidado para ir ao Tibete por Jangchub Ö, o governador de uma região a oeste do Tibete, e sua presença contribuiu para o restabelecimento do budismo naquele país.

É o autor de Luz para o Caminho, o primeiro texto sobre as etapas do caminho, o texto original do Lamrim, que acabou tornando-se um dos fundamentos da instrução Lamrim posterior. Sua tradição tornou-se conhecida como Tradição Kadampa.

(O texto e as informações sobre Atisha foram copiadas do site Doce Limão.)

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